Ser autista, viver e conviver com o Transtorno de Espectro do Autismo (TEA)

Para tornar essa realidade mais próxima das pessoas, estabelecer vínculos e compartilhar vivências, preparamos este artigo que reúne perguntas e respostas compartilhadas por profissionais, colaboradores e familiares do Instituto SER.

 

Fizemos as mesmas perguntas para diferentes pessoas que atravessam seus dias – e noites – no caminho do conhecimento, do afeto e do aprendizado ao lado de crianças e jovens com TEA. Cada uma trouxe seu depoimento, seu contexto, seu modo de vivenciar e de enxergar essa experiência. 

 

Venha com a gente, conheça as histórias e sinta o quanto é possível mergulhar e abraçar as jornadas coletivas, plurais e, ainda assim, únicas. Esperamos que esse encontro de vidas, dedicadas ao autismo, possa despertar novos olhares e novas perspectivas. Boa leitura! 

 

  1. Educadores (professores e técnicos)

 

Por Tamiris Delfito

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Porque amo ser desafiada! Amo o mundo azul! Amo tentar montar quebra-cabeça! Amo respeitar os limites, as sensibilidades e proporcionar sabedoria, novas habilidades e novos comportamentos. E amo o contato com as famílias e fazer orientações. Pois a família é parte essencial do meu trabalho. 

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Não consigo descrever somente uma história com meus educandos, pois cada dia acontece uma nova atitude, descoberta, gestos e conquistas dos mesmos. Todos os minutos são importantes e marcantes! Porém, no geral, é muito bom quando o comportamento e o desenvolvimento do educando são percebidos pelos pais, amigos e sociedade. Quer dizer que estamos no caminho certo! 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Ao ensinar tenho certeza de que estou aprendendo e que preciso me questionar e me avaliar constantemente para fazer o melhor ao educando. 

 

O mais importante é que cada um tem sua singularidade e tempo no desenvolvimento que devo respeitar, porém não posso deixar de apresentar novos conhecimentos e habilidades. 

 

Eu também sou parte essencial na vida do educando, podendo marcar de forma positiva ou negativa a vida dos mesmo e da família. Portanto, sempre dar o melhor de mim. 

 

Por Ana Glória de Araujo Tomesani

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

No Ensino Médio, optei pelo magistério, pois já havia escolhido minha profissão, ser professora. Logo nos primeiros estágios, as professoras me orientavam a “ajudar” os que apresentavam dificuldades. Imatura e sem conhecimento, eu não entendia o porquê do meu encantamento por um simples olhar quando estava com esses alunos. 

 

Assim foi o meu percurso. Trilhar caminhos que me direcionaram a buscar novos conhecimentos para estar com essas pessoas e, dia após dia, foi possível compreender que nesse espaço existiam possibilidades que instigavam o meu desejo de buscar, promover e realizar ações e estratégias para uma aprendizagem mútua.  

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Não apenas histórias, mas sim momentos que me possibilitam refletir sobre o fato de que nas relações afetivas se abrem janelas para uma aprendizagem efetiva e significativa. E que pode ser através de um olhar, de um gesto, que posso transformar, mudar e fortalecer vínculos que me levam a buscar novos caminhos de aprender, reaprender e ensinar.  

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Enquanto ensino aprendo a compartilhar sentimentos, emoções, frustrações e conquistas. Resgatar o já aprendido, conhecer e compreender o novo. Olhar e não apenas ver. Saber esperar, praticar a escuta, criar laços a partir do inesperado. 

 

Ser flexível, buscando sempre conhecer o sujeito na sua singularidade e colocar em prática, dia- a- dia, o que aprendo e ensino e, assim, seguir construindo o meu saber nas relações.  

 

Por Thais Abad Sanchez

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Pensando na minha atuação profissional como fisioterapeuta, observo a importância em trabalhar com TEA durante os atendimentos diários. Essas pessoas apresentam muitas alterações motoras que, muitas vezes, são observadas somente no dia- a- dia e que ficam despercebidas durante uma avaliação. 

 

Os maiores exemplos de dificuldades motoras que eu encontro durante os atendimentos são as dificuldades nas funções psicomotoras, principalmente, na coordenação motora grossa, noção temporo-espacial e equilíbrio. 

 

Uma vez que a fisioterapia previne, reabilita e educa o processamento dos movimentos, a intervenção fisioterapêutica fica importante para o desenvolvimento e correção dessas alterações motoras características do TEA. 

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Uma história marcante que me recordo – e sempre uso como exemplo – foi de um atendimento que o objetivo era trabalhar a consciência, a imagem e o esquema corporal. 

Realizei uma atividade de desenho do corpo através da sombra feita pelo sol no chão. 

 

Após desenhar o corpo, questionei para a criança onde estava localizado o nariz na sombra. 

Imediatamente a criança me respondeu apontando o próprio nariz em seu rosto e não o desenho da sombra. 

 

Nesse dia ficou evidente as características do TEA de dificuldade de reconhecimento de imagem corporal associado à projeção das partes do corpo humano no outro. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Durante meus atendimentos de fisioterapia com as crianças com TEA, que apresentam características e demanda de pacientes de quadro neurológicos, o que mais aprendo é ter paciência, uma paciência associada à motivação. 

 

Muitas vezes a expectativa para melhora é alta, mas essa melhora significativa leva um tempo para acontecer e esse aprendizado de paciência e motivação faz com que eu observe pequenas melhoras diariamente e que cada dia é um novo dia com essas crianças. Um novo dia cheio de oportunidades e novas experiências.

 

Por Gabriela Cuculo Mosca Diz

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Pessoas com TEA apresentam dificuldades no planejamento motor, déficits no comportamento sensorial, estereotipias motoras, dificuldade no equilíbrio e na marcha, além de outros comprometimentos motores que interferem no seu desenvolvimento e independência nas atividades de vida diária. 

 

A fisioterapia tem como objetivo trabalhar esses aspectos motores, sensório motor, tônus muscular, tônus postural, coordenação motora, equilíbrio, lateralidade, planejamento motor, noção espacial, esquema e imagem corporal, entre outros, promovendo sempre uma melhor qualidade de vida.

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Um dos momentos que mais me marcou, com certeza, foi quando eu entrei no Instituto SER e atendi o meu primeiro grupo. Entrei na sala com os três meninos. 

 

No primeiro segundo, um fugiu e saiu correndo pelo Instituto inteiro, o outro começou a fazer xixi no meu pé e outro escalou o espaldar chegando no teto. Naquele instante minha vontade era gritar desesperadamente. Me dei conta ali do tamanho do desafio que eu iria enfrentar. 

 

Em vez de gritar, respirei fundo e mantive a calma. Consegui fazer o menino do espaldar descer cuidadosamente. Simplesmente ignorei o fato de haver xixi no meu pé e, logo em seguida, alguém trouxe o menino que havia fugido de volta para minha sala (sim, aqui no Instituto sempre há parceiros nos ajudando o tempo todo). 

 

Nos outros minutos, consegui reunir os três meninos em uma única atividade. Superação foi a palavra. Percebi que ali havia muito de mim a ser explorado, a ser doado e a ser realizado. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Aprendo sobre paciência, superação e criatividade. Aprendo que nem tudo acontece como você espera e, sim, no seu tempo. Aprendo a felicidade em coisas pequenas. 

 

Por Aline Murari Ferraz Carlomanho

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Nenhum dia é igual ao outro. Sempre há uma nova descoberta, sorrisos, aprendizado e conquistas diárias.

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

A história que mais me marcou foi de uma atividade de vida diária, da alimentação de forma mais independente possível de um educando que, até então, era dependente em todos os aspectos da alimentação. 

 

Foi um processo longo, diário e de muita persistência. Eu era a responsável pelo almoço dele todos os dias, sempre acreditando na possibilidade de acontecer e nunca pensei em desistir. Assim, consegui com que ele evoluísse na alimentação eficaz e independente.

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Paciência, respeito, perseverança, afeto, compreensão, doação, dedicação e propósito. 

 

Por Danielle Valeriano Testi

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Desde a graduação em Educação Especial, já havia me encantado com o “Transtorno do Espectro do Autismo”. 

 

Esse trabalho possibilita você se reinventar a cada dia e a aprender que existem tantas formas de aprendizado e inúmeras estratégias a serem desenvolvidas para que seu aluno progrida. 

 

Hoje um olhar, gestos e toques têm um significado muito importante para minha relação com meu aluno. Essa atuação me torna uma pessoa que sempre vai apostar na potencialidade de cada um. 

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

A história mais marcante dessa minha trajetória no Instituto SER foi reaprender a “brincar” ou acordar o meu infantil para, assim, colocar meu corpo em cena nas minhas intervenções. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

 Olhar, respeitar, acreditar, incentivar, aprender, compartilhar e transformar.

 

Por Hedilamar Bortolotto

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Quando comecei a trabalhar com TEA, nenhuma fonoaudióloga queria trabalhar. Minhas colegas ficaram surpresas por eu trabalhar na área. 

 

Os portadores de TEA têm esse olhar diferenciado sobre o mundo e isso enriquece nosso modo de ver o mundo. Eles têm uma inteligência peculiar que muito nos ensina. 

 

Eles nos surpreendem, nos ensinam, mas também necessitam muito de nós. 

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

São tantas histórias nesses 30 anos. Mas eu me surpreendi com o vínculo feito com um educando que já saiu. Ela se chamava Vitória. Ela me atendia, ouvia, mesmo em momentos de crise, e até hoje tenho saudades dela. 

 

Me lembro também de um aluno cuja mãe relatou que ele não dormia há alguns dias. Como ele não era verbal, naquela época, de forma intuitiva, eu entendi que ele poderia estar demonstrando que estava com receio de sair do SER, já que sua escola regular o havia dispensado. Fiz uma “música” (uma canção), dizendo que ele estudava aqui e aqui continuava. 

 

Cantamos juntos e, naquela noite, ele dormiu bem. Muitas vezes, pela intuição e conhecimento da história do aluno, conseguimos soluções sobre as quais nem sabíamos ter. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Eu acho que aprendo a ser mais paciente e a ser mais tolerante com quem não pensa como eu.

 

Por Gabriel Donizeti Santos da Silva

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Porque acredito que posso contribuir para seu desenvolvimento, em outras palavras, é importante criar oportunidades para as pessoas com TEA. Aprendendo a lidar de forma inclusiva e empática com os nossos semelhantes. 

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Os espetáculos! Emocionante ver os alunos envolvidos e felizes. Aquece o coração.

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Para mim, é uma troca. Aprendo a ser mais paciente, observar os detalhes, a ouvir e retribuir em forma de afeto e carinho.

 

Por Bárbara Roberta da Silva

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Eu poderia lhe dar mil razões pelas quais escolhi atuar com pessoas com deficiências….ainda mais crianças. No entanto, há três que resumem tudo: amor, identificação e escolhas. 

 

O dia a dia vai além do simples desempenho profissional para nos enriquecer como pessoas, para nos permitir crescer e ter uma visão muito mais ampla da nossa realidade. 

 

Apesar de não ser um trabalho fácil, é um desafio que definitivamente vale a pena, pois as pequenas conquistas possuem grandes esforços e valorizações. 

 

Quando alguém assiste à primeira aula na universidade e entra em contato com a ampla gama de assuntos que compõem a psicologia, geralmente, se pergunta se acertou na escolha dessa profissão. Eu, sem dúvida, acertei!

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Minha trajetória aqui no Instituto SER está bem no começo, mas já tenho recordações. Uma delas foi o depoimento da genitora Marcela (educando Felipe) no qual ela fala da sua experiência na participação no ABA para os pais. Foi muito gratificante e marcante ver o resultado positivo no meu trabalho. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Aprendi, acima de tudo, a acreditar! Acreditar no poder do trabalho, no meu instinto, nas minhas técnicas e conhecimento. Aprendi a selecionar as prioridades, as quais valem a pena lutar e aquelas que devo deixar para o momento certo. 

 

Aprendi que as conquistas são antecedidas por muita luta, que os educandos têm muito a aprender e muito a ensinar. Aprendi que o aprendizado é algo constante e que nenhuma verdade é absoluta. 

 

Aprendi a força de um reforçador no momento certo, a me readequar mesmo quando meus neurônios não agüentam mais pensar, a olhar para frente e seguir. Aprendi que família é pilar, é força, é amor, é que preciso deles comigo. 

 

Aprendi a felicidade de uma pequena conquista, a importância de um olhar, a espontaneidade de uma comemoração, a esperança de um sinal de vitória. 

 

Aprendi também a tristeza do julgamento. Aprendi e ainda tenho muito a aprender. E meu maior professor tem apenas uma característica que eu conheço: o autismo!

 

Por Fátima Iara Abad Sanchez

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Primeiro porque são pessoas que merecem o nosso cuidado, a nossa escuta e, profissionalmente, o estímulo em apoio ao seu desenvolvimento. Desenvolvimento por se tratar de um transtorno que invade o desenvolvimento com prejuízos na comunicação e social. 

 

Esse transtorno já não é mais desconhecido pela ciência. Ela é capaz de mostrar os caminhos para uma intervenção global, em todos os ciclos de vida, com uma equipe transdisciplinar, já que cada área de atuação também tem suas especificidades e competências. 

 

No entanto, mesmo com tratamentos já definidos pela ciência, é importante lembrar que mesmo dentro de um mesmo diagnóstico, temos que pensar na pessoa com suas características e competências pessoais e individuais e que ela faz parte de um sistema, uma família e de uma cultura na construção e definição do tratamento. 

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

 Pelos anos de Instituto SER são muitas histórias! 

 

Começo nas lembranças de 1987, quando em uma pequena sala emprestada, dentro de uma escola regular, havia um grupo de sete crianças. Ainda dentro de uma visão de segregação era: “A sala das crianças com problemas”. 

 

Então, eu começo a sessão de psicologia pensando que seria emergencial “acalmar” aquelas crianças. Comportamentos de muita agitação e cada criança correndo, pulando e subindo em todos os cantos daquela sala. 

 

A sala emprestada e, no contra-turno, era de educação infantil, então, era toda decorada com personagens infantis. E lá se foi o palhaço, todo picado por uma das crianças e no outro canto da sala, o macaco do circo picado e comido por outra criança!

 

A emoção de escrever sobre isso é a mesma de quando me deparo, hoje, com crianças muito agitadas, mas, agora, com a experiência que as crianças me ensinaram, sei como não deixar a “sala um circo” e sei escutá-las, pois esses comportamentos têm sempre no seu discurso, um pedido. 

 

Outra situação marcante: Formação em Terapia Comunitária (2004).

 

Esse foi o “divisor de águas” da atuação unitária em Psicologia. Essa formação veio para reafirmar a complexidade que é entender o comportamento humano e as responsabilidades profissionais em ações e atitudes além do setting terapêutico. 

 

Cenas Marcantes: trabalhando com um adolescente que já não está mais entre nós, mas muito forte nas lembranças, memórias e aprendizado. 

 

Cena: “Montar cenário do que esse adolescente mais gostava de fazer: Ir para o sítio.”

O adolescente foi procurando imagens de galinha para colocar no cenário do sítio. Apontou um “frango assado” e o marcante como “terapeuta”. Eu não entendi a sua nomeação e continuei pedindo pela imagem de uma galinha.

 

Aprendizado: “Um olhar contextualizado em todas as mensagens do outro.”

 

Outra cena: no Grupo Psicoterapia, após o lanche do grupo, um participante ainda dizia estar com fome. 

 

Uma amiga sua disse: “Por que está com fome se comeu uma banana-maçã?”

Ele respondeu: “Não, não, comi somente uma banana.”

 

Aprendizado: Até na vida adulta, como será que as pessoas com autismo interpretam um contexto, uma mensagem, uma ordem?

 

Enfim, todo o meu aprendizado eu tive no vínculo com eles, com as famílias, com a Instituição.

 

Hoje todo meu trabalho é alicerçado na construção desse conhecimento, agregado à teoria, à doação e ao desejo de fazer vínculo com todos e apoiá-los no que for necessário. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

A flexibilidade de adaptar um tema, um conteúdo, de acordo com as demandas das famílias e de cada educando que atendo.

 

Por Laudiléia Renasato Alves Ribeiro

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Porque, como profissional, eu pretendo passar o que aprendi e que todos que se achegarem a mim possam ter autonomia e independência nas atividades de vida diária e no âmbito social. Para que eu possa, então, contribuir de alguma forma para o desenvolvimento integral da criança ou do jovem.

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Eu estava realizando atividades de Páscoa com um grupo e, no meio das conversas, surgiu um questionamento por parte dele de que a Páscoa é uma forma de ganhar dinheiro, só comércio. 

 

Pedi a ele que me falasse o que era Páscoa e o que ele gostaria. No mesmo instante, respondeu-me que a Páscoa era “ressurreição, nascimento de Jesus” e o que ele mais gostaria era que sua família toda junta, com todos reunidos, e que ele ganhasse ovo de Páscoa. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Aprendo que todos somos únicos e que cada um tem as suas particularidades. Aprendo que a humildade e o amor são bens a serem compartilhados e que o respeito às limitações deve ser levado em consideração. 

 

Por Bárbara Carolina Teixeira Amado Munoz

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Porque eles são únicos e nós podemos fazer alguma diferença na vida deles: ensinando, aconselhando, incentivando e mostrando que eles são capazes!

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

Certa vez, estávamos trabalhando a expressão facial “feliz”. O objetivo da atividade naquele dia era que o educando procurasse em revistas, figuras que representassem “o que o deixava mais feliz”. 

 

Quando o educando encontrou e identificou uma mulher, o mesmo disse que era sua mãe (já falecida). Disse também que estava com saudades e que queria ir para o céu junto com ela, para que a “mamãe” pudesse cuidar dele.

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

Aprendo que cada pessoa é única com suas particularidades. É um aprendizado diário sobre desafios.  

 

Por Cristiane Aparecida Jesuino

 

  • Por que atuar com crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

 

Acredito que temos sempre que acreditar no potencial de cada sujeito. E poder contribuir para que eles tenham uma maior independência para realizar as atividades do dia a dia é o que me motiva.

 

  • Qual história você se recorda como uma das mais marcantes que já viveu ao longo da trajetória com os educandos? 

 

A que mais marcou foi poder transformar uma “mania” que um educando estava apresentando com um objeto e dar outro significado para aquele objeto. Foi marcante ver o quanto ele ficou envolvido nessa brincadeira e acabou por se “esquecer” da mania. 

 

  • O que você aprende enquanto ensina?

 

Do dar e receber, carinho, respeito, compreensão, empatia, paciência, conhecimento, dedicação e comprometimento. 

 

  1. Colaboradores (atendentes, cozinheira, ajudantes)

 

Por Fabiola de Aquino

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

Trabalhar no SER é visualizar e participar de superações o tempo todo. Cada sorriso, cada atitude é muito importante para mim.

 

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

A dedicação e a confiança são muito importantes, por este motivo sempre entrego o melhor e com clareza. E para os nossos educandos sempre com respeito e atenção.

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

Com um ambiente acolhedor, com a família e sempre encorajando todos os profissionais, penso sempre em crescer e prestar o meu trabalho com excelência.

 

Por Laura Krepski Gonçalves

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

Trabalhar com crianças com TEA é sempre uma caixinha de emoções e surpresas! Sem dúvidas participar dos espetáculos artísticos do Instituto me emociona sempre! 

 

Ver a superação, a emoção e a dedicação dos educandos emociona todos aqueles que participam do processo de criação do espetáculo até o momento de sua concretização no palco. É emocionante ver profissionais, família e educandos unidos por uma única causa!

 

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

Acordar sabendo que, além de um dia de trabalho, vamos ter um dia de alegria, um dia de superação, um dia de afeto, nos dá outros motivos para vivê-lo. 

 

Todos os dias, as crianças, no mais simples gesto, nos encantam e nos mostram que somos necessários, mesmo quando achamos que não. E isso me dá força para que a dedicação e amor por aquilo que faço só aumentem. 

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

 

O ambiente do Instituto SER nos permite crescer como profissionais e sempre somos encorajados a alcançar nossos objetivos. 

 

Estou cursando o 4° semestre de Fisioterapia e pretendo trabalhar aqui, mesmo depois de formada, por ser um ambiente muito acolhedor, além de ser referência no tratamento de crianças com TEA (que é a especialidade que quero) nacional e internacional.

 

Por Tamires Deodato

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

Além de ser um local onde eu me sinto bem, exercendo a função que eu gosto, é muito emocionante cada história que eu já vi dentro do Instituto. Aqui, vejo o desenvolvimento dos educandos, cada um no seu ritmo, e isso é bastante emocionante.

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

Saber que a minha dedicação faz a diferença é uma honra enorme, pois eu vejo a maneira como eu sou trata, tanto pelos colegas de trabalho como pelas famílias, e isso faz com que eu sempre dê o melhor de mim, sempre me empenhando no que faço e, acima de tudo, respeitando o espaço de cada um.

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

 

Não, pois o que eu faço vai além do que as pessoas imaginam. Para ter contato direto com as famílias que têm parentes com TEA, você  precisa saber lidar, saber a maneira de conversar, pois são frágeis e, muitos deles, não entendem o que está acontecendo e estão em busca de ajuda. 

 

Poder dar este “conforto” para essas famílias faz com que eu não me imagine trabalhando em outro local.

 

Por Davina da Silva 

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

Experiência com as pessoas e saber lidar com cada tipo de situação.

 

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

Fico muito feliz de participar desse grupo de trabalho e do trabalho em equipe.

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

 

Não consigo. 

 

Por Cerineide Santos Lupa de Sousa

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

Cada dia é uma nova experiência com respeito, afeto, amor, carinho e dedicação com esses educandos. 

 

Podemos estar presente na vida deles e trazendo cada vez mais autonomia de higienização, banhos, administração de medicamentos e o próprio cuidado diário. 

 

Como é bom arrancar um sorriso de uma pessoa com TEA, é satisfatório! 

 

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

É muito gratificante.

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

 

Não, pretendo terminar meu curso e depois fazer uma pós em inclusão de TEA. Meu objetivo é trilhar um caminho de aprendizagem que vai possibilitar a transformação do saber. Meu sonho!

 

Por Silvana dos Santos Lupa

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

Bom, cada dia é uma nova experiência, porque tudo que faço com esses educandos é com muita dedicação e amor. 

 

Então, no dia a dia, ver como eles ficam alegres e felizes ao aprender o que ensinamos a eles é muito emocionante.

 

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

É “divino” e muito gratificante saber que sua dedicação em casa com familiares e para os educandos faz a diferença. É muito glorioso! 

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

 

Por enquanto, não me imagino trabalhando em outros ambientes, mas sim procurando possibilidades de novos conhecimentos para melhor atendê-los se Deus quiser. 

Por Jandira Maria da Silva

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

A melhor experiência é saber que eu tenho uma boa relação com todos aqui e quando os educandos falam que a comida está boa. Este é o bônus! 

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

Eu tenho uma grande consciência que estou aqui fazendo a comida para eles, com muito amor e carinho e que, assim, eles têm uma refeição gostosa e saudável. Dou o meu melhor para que isto aconteça. 

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

 

Hoje eu não imagino, porque eu estou aqui e sou grata. Realizo esta atividade aqui, mas se eu ver a necessidade de realizar em outro lugar, faço com a mesma dedicação.

 

Por Ester de Oliveira Batista Neta

 

  • Quais as melhores experiências que já viveu durante seu trabalho e no contato com os educandos com TEA?

 

É uma experiência nova para mim, mas estou muito feliz. 

 

  • Como é acordar e saber que sua presença e sua dedicação no SER fazem diferença para os educandos e suas famílias?

 

Fico muito grata. 

 

  • Você se imagina realizando suas atividades em outro ambiente?

 

Por enquanto não, gosto de onde estou. 

 

 

  1. Pais e responsáveis

 

Por Odete Sbravati (educanda Júlia)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Comemorar pequenas conquistas, dar valor a cada aprendizado. Fico muito feliz com as pequenas coisas da vida. 

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Reflete na rotina do dia a dia no comando de ordem, nas AVD.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Sentar em um sofá e fazer brincadeiras em grupos, curtir músicas, brincar, caminhar, ir nas piscinas.

 

Por Jullyene Moraes (educando Nicolas)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Bom, para mim, é estar com ele, levar ele, sem o aprisionar em casa, por conta do preconceito ou pelo o que as pessoas falam ou pensam. O importante é estar com seu filho e que ele faça parte desse mundo! A palavra certa é aceitação!

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Bom, noto que está fazendo bastante coisa, ajudando na aprendizagem. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Brinca de dar beijos, momentos de carinho, de fazer cócegas, brincadeiras, etc. Momento bem família mesmo. 

 

Por Rita de Cássia Teixeira/ Osias Teixeira (educanda Isabela)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Compartilhar para mim significa doar, se colocar no lugar, oferecer momentos alegres, introduzi-la nas atividades diárias da família, esquecer das dificuldades e avançar nas adversidades.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

As músicas que ela aprende, ela leva para casa e “me ensina” o que dá para ela ensinar. As histórias que ela ouve, ela “tenta” me contar.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Consigo despertar sorrisos quando ela canta músicas tipo: cachorro rabito. 

 

Consigo despertar sorrisos quando vamos para equoterapia e seus cavalos preferidos são o Hebreu e o Black. 

 

Consigo despertar o sorriso quando ela brinca na água (piscinas, cachoeiras, mar, rio, banheira).

 

Consigo despertar sorrisos quando ela vai para o zoológico (ver os animais).

 

Consigo despertar sorrisos quando pego o violão e vamos cantar uma música: Vamos lá!

 

Por Priscila Silva (educando Pietro)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Um aprendizado diário. Carinho e amor é o que eu recebo.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O diálogo dele tem sido mais adulto para a idade. Sempre relata o que aprendeu. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Sair com o Walter, ver filmes. Conversar sobre assuntos do interesse dele. 

 

Por Eliene Ferreira/ Aleandro Ferreira (educando Everton)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Significa mais paciência, tolerância, aprendizado, etc. 

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Refletem no dia a dia, quando ele se mostra mais calmo e mais paciente. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Visitar os avós, ir ao circo, ao sítio, ir à praia e aos parques. 

Por Roberta Zagha/ Cláudio Zagha (educando Nathan)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Um desafio, um aprendizado.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

A equipe do Instituto SER nos ajuda a lidar com as diversas situações difíceis do dia a dia de um autista.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Os momentos que o Nathan mais gosta são as brincadeiras e um dia de sol na piscina e na praia. 

 

Por Marcela Ferreira/ Henrique Ferreira (educando Felipe Ferreira)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Aprender a viver o presente e a valorizar pequenas conquistas.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O convívio se torna mais prazeroso à medida que o meu filho adquire uma nova habilidade e/ ou extingue um comportamento inadequado. O Instituto SER nos faz acreditar em uma “autonomia” possível. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Café da manhã em família. Acontece apenas aos finais de semana, mas é um momento no qual todos nós gostamos e nos sentimos bem. 

 

Por Erika Nunes/ Carlos Eduardo Nunes (educando Rafael Nunes)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Um eterno aprendizado. Muito amor e muita doação. Os sentimentos oscilam o tempo inteiro entre alegria, medo, gratidão, frustrações e amor!

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O Rafael é aluno novo, começou em fevereiro, por isso temos pouco tempo de avaliação, mas já notamos nitidamente ele mais calmo e organizado. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Contar histórias, cantar músicas, ir para a piscina. 

 

Por Marluce Silva/ Orivaldo Silva (educando Luis Henrique)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Paciência e caridade.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O Luís é um caso muito complicado e delicado, mas com toda dedicação que a escola está dando acho que é possível reverter o quadro.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Quando ele resolve ler piadas engraçadas.

 

Por Adriana Cristina (educando Igor)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Significa aprender a cada dia. Aprender que os problemas devem ser encarados como desafios e pequenas conquistas são motivos de muita alegria.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Percebo que quando o Igor vai para a escola, ele fica mais calmo, mais alegre e aceita melhor a rotina, o que não acontece em período de férias, por exemplo. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Quando vamos em lugares com piscina, o Igor faz questão que eu e outros familiares entremos com ele e que andemos de mãos dadas dentro da água. 

 

Por Normando Rocha/ Rozangêla Rocha (educando Felipe Ribeiro)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Significa dar valor aos pequenos detalhes e comemorar pequenas conquistas que para nós são valiosas. 

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Na independência, no modo como ele se comporta.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

No café da manhã, ele faz e nos serve, coloca nas nossas xícaras. Viajar ou andar no carro ouvindo músicas. 

 

Por Elisete Pazetti (educanda Bruna)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Hoje, viver com a Bruna é uma benção para mim. Ela é minha companheira, minha amiga, me ajuda em todas as tarefas, se preocupa comigo, cuida de mim.

 

Nos dias de hoje, a minha filha Bruna retribui todos os cuidados que eu tive com ela, ela realmente é uma pessoa maravilhosa de conviver. 

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O SER me ajudou na formação da Bruna como pessoa, como indivíduo, embora ela tenha ainda muitas limitações com relação à parte cognitiva, aos conhecimentos de algumas coisas como a matemática ou elaboração de frases sozinha, como fazer algum bilhete. 

 

Ela é limitada ainda, mas ela não é limitada para a vida. Ela tem um social muito bom, ela respeita as pessoas e, como eu disse na primeira resposta, ela retribuiu tudo o que eu fiz no sentido de cuidar de mim como eu sempre cuidei dela. 

 

O SER trouxe para a Bruna calma, equilíbrio e organização e isso foi muito importante para que no dia a dia ela conseguisse desenvolver as atividades e superar suas dificuldades. 

E eu só tenho a agradecer.  

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

A Bruna participa dos momentos da família e gosta muito quando está na piscina com os sobrinhos, quando eles chegam para refeição, brincam, fazem bagunça. 

Antigamente ela se irritava, não gostava muito de brincadeiras e de “gozações”. Hoje ela já aceita e brinca junto comigo. 

 

Ela se diverte bastante quando eu faço alguma coisa errada, eu sou meio atrapalhada, então eu brinco com isso e ela ri e eu acho que isso é importante para ela ver que, assim como ela, tenho dificuldades também. 

 

Em outras horas eu sou brincalhona com as crianças e isso fez com que ela se soltasse. Hoje em dia, com a pandemia, nossas atividades estão limitadas, mas mesmo em casa, ela brinca com o cachorro, ri com o cachorro, brinca com as galinhas e me ajuda nas tarefas de casa. 

 

Os momentos se limitam a nós e nossa família mesmo. Mas ela tem os momentos felizes, participa comigo assistindo os programas de TV, coisa que ela não fazia antes. Esta tem sido nossa vida. Ela não tem saído e os momentos de maior alegria são com a família quando estão todos os sobrinhos e os irmãos reunidos em casa.

 

Por Paula Baggio/ Roufli Baggio (educando Otávio)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Muitos desafios, muito aprendizado. Sair da zona de conforto para, incansavelmente, melhorar sua condição.  

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Tem aprendido a esperar mais. Percebemos também mais alegria e prazer no dia a dia.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Cócegas, abraços e beijos. 

 

Por Giovana Uliana/ Carlos Pogi (educando Lucas Pogi)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Significa se mobilizar em todos os setores da vida.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O aprendizado do Instituto reflete muito pouco na minha casa, pois o Lucas tem muita dificuldade em generalizar o aprendizado. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

De noite, brincar de cabaninha.

Quando eu olho nos olhos dele e falo “DIID”, ele ri muito!

Quando aperto os pés e a bochecha.

Quando eu pergunto para ele do irmão Bruno que não mora aqui. 

 

Por Alessandra Sbrana (educanda Maitê)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Significa um aprendizado novo a cada dia. Passamos a ter um olhar diferente para as coisas do dia a dia.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Refletem em todos os âmbitos da rotina diária. São muito importantes na autonomia e na aquisição de novas coisas e nas diretrizes para evolução comportamental.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

No momento, são as atividades no quintal com bola.

 

Por Jussara Pratti (educando Gabriel Pratti)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Aprendizado diário, rotina rígida, adaptação do modo de ser e agir da criança.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

No caso do Gabriel, acredito que auxilia bastante na rotina, mas de um modo geral, em casa, não estou notando mudanças.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Assistir a Bita e os animais e outros desenhos e brincar lá fora com o gato Tatu e a cachorra Zol!

 

Por Angela Zorzetto (educando Roger)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Pra mim, é um aprendizado a cada dia, um mundo diferente ao qual eu nunca imaginei fazer parte. Bem, se eu fosse falar tudo que significa compartilhar minha vida com o Roger, só uma folha não daria para descrever.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Bem, o Roger mudou muito desde que está no SER. Hoje, nossa convivência é bem melhor, apesar da teimosia dele às vezes, mas hoje eu sinto meu filho mais vivo.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Não temos muitos momentos, porque eu trabalho e tudo é muito corrido, mas o Roger ri muito quando eu deixo cair alguma coisa no chão. Ele ri muito, às vezes, também quando eu pulo em cima dele na cama.

 

Por Adriana Suardi/ Marcos Paulo Suardi (educando Lucas Suardi)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Compartilhar a vida com um jovem com TEA é um grande aprendizado de amor. Com certeza somos nós, os pais, e as pessoas que convivem com ele, que mais aprendem a respeitar e a lidar com as diferenças.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Acreditamos que refletem no respeito às regras e na integração social. Os aprendizados nos ajudam em casa também, nas tarefas diárias. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Os sorrisos vêm quando ele está no cavalo. São os momentos que mais despertam alegria, pois os sorrisos e a alegria do Lucas são contagiantes e nos deixam muito felizes. 

 

Por Ana Ferraz (educando Tiago)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Não é uma prova fácil, mas muito construtiva emocional e espiritualmente. Sempre digo que meu filho é um presente de Deus que nos traz alegria e crescimento. 

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O Instituto SER é a segunda casa do Tiago, onde ele vai com alegria e volta feliz. O suporte profissional para a família sempre foi fundamental para nós, pais, nos apoiando com palestras, cursos e atendimentos individualizados. 

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Para o Tiago é fácil, ele é feliz! Em nossas caminhadas, ele escolhe os caminhos, cumprimenta todos que encontra na rua com um belo “bom dia” e um sorriso. Em casa, quando colocamos para ele as músicas que ele quer ouvir. Quando viajamos é pura felicidade para o Tiago. 

 

Quando vai comer algo que gosta (tudo) é pura felicidade! Tiago acorda cantando e vai dormir cantando. Nossa casa é totalmente musical por causa do Tiago. Muito obrigada! Somos eternamente gratos ao Instituto SER por todo apoio que sempre nos proporcionou nesta bela jornada que a vida nos deu!

 

Por Márcia e Jorge (educando João Paulo)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Aprendizado constante. Cada dia ele está de um jeito no temperamento e temos que nos adaptar e aprender com ele. 

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Não costuma compartilhar o aprendizado, a gente pergunta como foi a aula e ele responde que foi bom. O que o empolga, ele tenta fazer em casa. Ou, como o teatro, e algumas terapias, ele fica sonhando em como irá realizar. Não deixa ver as tarefas, acha que é um material só dele.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

O João Paulo gosta muito da família reunida, isso o deixa muito feliz. Os almoços, café e festas trazem muita alegria para ele.

 

Por Rosane Godoy e Valter Godoy (educanda Bárbara)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

É um aprendizado de perseverança, paciência e muito amor. Significa uma busca constante por tratamentos visando, sempre, a felicidade e bem-estar.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O Instituto SER foi uma luz na vida da Bárbara e de toda a nossa família. Vimos em todos esses anos um crescimento significativo da autoestima, do cognitivo e do equilíbrio psicológico.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Quando caminhamos cantando e dançando, ouvindo música e viajando, e nas refeições em família.

 

Por Flávia Cristina Oliveira/ Mário Tommey (educando Felipe Tommey)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

Aprendizado diário. Paciência para entender as dificuldades e sabedoria para ajudar a superar as fraquezas e obstáculos.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

Melhor mobilidade, entendimento do contexto no qual está. Maior interesse, mais envolvimento com a gente. Sempre perto, sempre participando.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Brincadeiras com a irmã. Ouvir música junto. As brincadeiras de bola e de pega pega.

 

Por Ana Cláudia Aguiar/ Fábio Aguiar (educanda Mariana)

 

  • O que significa compartilhar a vida com uma criança/jovem com TEA?

 

É ressignificar a nossa vida, entender que devemos aceitar e entender as diferenças e que nossos filhos têm seu ritmo próprio e necessidades especiais.

 

  • Como os aprendizados no Instituto SER refletem no dia a dia da casa?

 

O Instituto SER tem contribuído muito para o desenvolvimento intelectual e social da Mariana, que aplica muito do conhecimento adquirido na clínica-escola em suas atividades cotidianas em casa, como na leitura, nas conversas (ela possui um grande repertório de assuntos), na internet, etc.

 

  • Quais momentos em família são responsáveis por despertar sorrisos? Conte pra gente uma atividade que vocês realizam juntos e que desperte essa alegria coletiva.

 

Semanalmente, a Mariana realiza atividade de culinária com o apoio da Terapeuta Ocupacional e a atividade consiste na escolha de um prato, relacionar os ingredientes, fazer compras no supermercado (antes da pandemia) e preparar a refeição, que é servida na hora do jantar, onde todos apreciam o menu. 

 

Neste momento, conversamos e rimos muito. A Mariana fica muito feliz e orgulhosa pelos elogios recebidos.

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