Julho 2010 

Ainda existe polêmica cultural sobre sexualidade!

Amigos e amigas,

Falar de sexualidade não pode ser um tabu, como falar de relacionamentos também não deve ser. E construir pessoas conscientes de seu corpo, de suas sensações, de seus caminho se com relacionamentos que possam ser maduros, concretos, que permitam a expressão de sent imentos e a troca de experiências, pode significar uma grande diferença na conduta social.

Nós, tanto a família quanto os educadores, somos responsáveis por construir um espaço para nossos filhos e educandos. Muitas vezes, enfrentamos os mitos e o desconhecimento que recebemos ou vivemos culturalmente, as dores e as incertezas de nossos próprios relacionamentos. A consciência desta limitação deve nos tornar coparticipantes de mudanças. Se nós tratarmos de deficiências, momentos deconversações devem ser criados para a superação e o entendimento deste espaço de saúde.

Não podemos fugir ao tema e nem à maturação hormonal e física, mas devemos respeitar as necessidades individuais, dos relacionamentos e das sensações. Devemos compreender as fases do desenvolvimento humano, os desejos a história de vida e as atitudes, que podem construir experiências importantes também no campo da sexualidade.

Assim, co-responsáveis e conscientes, devemos responder nossas perguntas individuais e proporcionar segurança para os jovens em nosso caminhar.

Carlos Fróes - Diretor de Comunicação

A sexualidade de indivíduos com deficiência

O corpo se constrói a partir das relações estabelecidas com as pessoas de referência. Constroem-se experiências ao longo do ciclo de vida, no amar e ser amado, no tocar e ser tocado... É o corpo e o prazer, o corpo e o desejo.

Sonhos e experiências preenchem e constroem a história pessoal. O corpo cresce, vai se desenvolvendo e atravessa uma série de transformações e adaptações.

Do ponto de vista histórico, a exploração e o desenvolvimento da sexualidade ocorrem ao longo de toda a vida, sendo a adolescência o momento crucial, em que o indivíduo tem a oportunidade de firmar uma identidade sexual, o que possibilita a formação de uma identidade pessoal em todas as áreas da vida psicossocial.

Esse desenvolvimento não é diferente em indivíduos com deficiência. Conhecer e respeitar os desejos e sensações é uma proposta de espaços de conversação com as famílias, que devem ser estimulados, como os que são realizados pelo Instituto SER. Neste sentido, ressaltamos o trabalho do professor Dr. Francisco Baptista Assumpção, médico, psiquiatra da Universidade Estadual de São Paulo, que esteve também com as famílias em junho.

Para Dr. Assumpção, pensar em desenvolvimento sexual não é referir-se somente à maturação física do corpo e de suas funções. Esse desenvolvimento inclui a compreensão e as relações das mudanças corporais e de sua adaptabilidade ao papel social e sexual de cada indivíduo. Inclui dessa forma sua totalidade, sua evolução psicológica e sensório-motora.

Podemos considerar que quanto maior o grau da deficiência, maior a dificuldade de relacionamento, nos padrões esperados de cada sociedade, maior a dificuldade de posicionar-se diante do outro e menor a capacidade de regular os aspectos psico-fisiológicos e de autocrítica. A capacidade de adaptação pode ser rudimentar, desde a mera satisfação e estimulação de seu próprio corpo, como a masturbação, até, em situações adequadas de relacionamento, a escolha de parceiros e a uma relação sexual afetiva.

As características da deficiência, o estilo e as circunstâncias de vida do portador são os fatores que marcam, de forma peculiar, como a sexualidade desses indivíduos se desencadeia.

A sexualidade é um atributo do SER humano e vem sendo compreendida na evolução desde uma mera ideia de procriação à simplesmente ter um corpo desenvolvido ou em desenvolvimento.

Atualmente, e em nossos trabalhos para ampliar capacidades, a sexualidade pode ser vista como um conceito que engloba sentimentos e atitudes envolvidas nas experiências individuais e relacionais, associadas a um aprendizado social e cultural.

Reforçamos a cada momento que, se nós somos o nosso próprio corpo, com uma história única e singular, as diferenças históricas de SER e viver esse corpo possibilitam muitos e novos aprendizados.


Fatima Iara Abad Sanchez - Psicóloga


Lembramos do estímulo de corpo e mente:
VII Torneio SER Desportivo Esperamos mais de 1300 atletas especiais em 2010!

No dia 01 de Outubro de 2010 mais um grande evento esportivo será realizado pelo Instituto SER, trata-se da VII edição do Torneio Ser Desportivo adaptado da Região Metropolitana de Campinas.

Este evento de Cooperação e Superação no espaço desportivo foi concebido a partir da constatação terapêutica de que pessoas com deficiência obtêm melhoras físicas, mentais e sociais com a prática de esportes, além de ser um espaço de interação e convívio social. O objetivo da pratica esportiva, num contexto de desenvolvimento especial para portadores de deficiência mental, é a ampliação de suas realizações pessoais e seu domínio corporal.

O evento busca agregar as diversas entidades preocupadas com o tratamento e a sociabilização de pessoas e o desenvolvimento de potenciais individuais. Busca apresentar desafios, participação de atividades em grupo e cria um momento de interação e confraternização.

O Torneio deste ano terá as seguintes modalidades: Futebol de Salão, Futebol Adaptado, Basquete Coletivo, Basquete Adaptado, Natação e Atletismo.

Convidamos a todos a participar deste grande evento, as inscrições estão abertas e podem ser feitas através do site www.institutoser.com.br até o dia 01 de Setembro de 2010.

Mais informações? Visite o nosso site www.institutoser.com.br ou entre em contato pelo telefone (19) 3272-2520

Instituto SER
Rua Arnaldo Barreto, 681
Bairro São Bernardo, Campinas, SP
CEP 13030-420 - fone/fax: (19) 3272 2520
e-mail: comunicacao@institutoser.com.br