 | O MENINO PENSADOR Vitor Biajoli
Sentado numa pedra E olhando para a gente Ele pensava... Que era pensador de gente.
Ele está com cara de bravo Triste e sozinho, Pensando...pensando, Ao lado do seu gatinho.
Segurando o estilingue Que era todo pintado a mão Pensando outra vez... Pensando e pensando na sua solidão... |
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1o. Concurso Nacional de Poesias SER Criativo
Este concurso tem como objetivo criar e consolidar hábitos de leitura e escrita, promover a poesia e valorizar esta expressão literária, e ampliar – através da expressão poética dos sentimentos – o espaço terapêutico. Visa fomentar mais uma ferramenta de desenvolvimento humano, na representação dos sentimentos e vivências. Assim, compartilhando culturas e desenvolvendo técnicas diferenciadas de expressão, ampliar, junto com entidades brasileiras de tratamento de pessoas na área de saúde mental, um novo olhar do belo e do potencial individual.
O objetivo do tema deste concurso SONHOS... é trazer para o espaço poético os anseios, desejos, sentimentos, representações e cores dos espaços onírico e de criação do imaginário. Traduzimos o tema na linguagem poética: contrastes, magias, sonhos e cri-ações, como apoio para as entidades no desenvolvimento de sua estrutura de trabalho para apoio ao desenvolvimento de seus poetas.
Diagnósticos não são impeditivos para a participação; busca-se exatamente superar estes rótulos e potencializar o indivíduo. Este projeto busca conciliar o compromisso de desenvolvimento além do espaço pedagógico tradicional com o envolvimento consciente das entidades em promover a capacidade e a superação.
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Este concurso já está criando novos amigos... James MCSill, brasileiro, radicado na Inglaterra, escritor e consultor editorial realizará uma palestra em São Paulo em abril (www.palestrajamesmcsill.com.br). Dedica os resultados de sua palestra para este concurso, que presente especial!
No espaço de organização deste evento também contamos com Kyanja Lee (www.kyanja.co.nr), especialista editorial.
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Compartilhamos esta experiência dizendo que: pode ser feito! Cada instituição tem seu espaço e seus corações pulsantes... despertar a curiosidade, ampliar o espaço histórico, envolver áreas, transcender o atendimento e abranger a família são as conquistas mínimas obtidas. O jovem poeta, descoberto em sua capacidade de expressão, pode surpreender! Participe conosco...
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O relato da experiência vivida e desencadeadora do concurso
Por Arlete Dubard Fiorin, professora de desenvolvimento supletivo
"Há algum tempo, com o intuito de vivenciar outra forma de linguagem, onde se pudesse exprimir sentimentos por meio da palavra ritmada, de forma que o educando tivesse toda a liberdade para manipular as suas palavras, mesmo que isso implicasse em romper com as normas tradicionais da gramática, iniciei um Projeto denominado “Brincando de Rima . . . Fazendo Histórias . . .”
Com a pergunta sobre o que sabiam sobre poesia, fomos colocando no quadro os saberes. Cada educando expressava seu conhecimento sobre o assunto. Em seguida, fomos para o computador.
Pesquisando sobre poesia na Internet, os educandos verificaram que por volta do século XII, na Europa, havia escolas de poetas, e o prestígio desses artistas, na sociedade, era alto. Alguns deles ficavam ricos, recebendo castelos em troca de suas doces palavras.
Comparando com os tempos de hoje, reconheceram que esses núcleos desapareceram e dentro da escola oficial, nem sempre o trabalho do poeta tem o lugar que merece.
Em contato com diferentes poesias, de diversos autores, os educandos perceberam que, graças a arte poética, podiam conhecer o olhar de outra pessoa, num universo diferente do nosso.
Com essas leituras e reflexões a respeito de cada poesia que liam, descobriram que podiam estabelecer diálogos com a vida, expressar suas sensibilidades, seus sentimentos, suas conversas do dia-a-dia, soltar seus pensamentos e também foram percebendo o formato de cada poesia.
Voltaram ao computador e pesquisaram sobre verso e estrofe, composição de um soneto ...
As descobertas estimularam a curiosidade, explorações e criatividade.
Iniciamos escrevendo algumas palavras que eles gostariam de falar, ou o que estavam sentindo.
A cada palavra, procuravam outra que tivesse o mesmo som e iam agrupando.
Dessas palavras foram formando pequenas frases, criando um verso, mais outro, e outro, formando uma estrofe.
Passaram a manifestar através desse instrumento tudo aquilo que queriam viver com intensidade: o amor, os amigos, os sonhos, a vida, os mistérios . . .
A alegria e o prazer foi tomando conta do grupo e poesias foram surgindo, um gerando o outro, como se houvesse um desafio permanente.
A satisfação de expressar sentimentos de forma poética envolveu a todos e foram sendo registrados: liberdade, paz, descanso, tranqüilidade, intrigas . . .
Cada momento, fato, acontecimento era motivo para rimar. Conversavam nos corredores, na hora do lanche, na quadra, na piscina, em todos os cantos do Instituto, sempre rimando.
Houve uma integração entre os grupos; anotações eram feitas, trocavam idéias.
Também perceberam, pesquisando outras poesias, que não precisamos mais ter regras para uma produção poética, e expressando sentimentos, cada um pode seguir seu estilo.
Ao finalizarmos, ficaram surpresos com essa competência que descobriram ter; e eu, feliz com o resultado desse projeto, acreditando cada vez mais no potencial e na premissa de que a criação humana não tem limite. . .
Um livreto foi publicado com as poesias que eles escreveram e escolheram, pois a produção foi imensa e precisava ser perpetuada!"
Todo o trabalho foi realizado em um ambiente transdisciplinar, onde a fonoaudióloga ampliou a palavra falada a partir da palavra escrita, a psicóloga realizou sessões sobre sentimentos, desejos, sonhos, etc. A terapia ocupacional buscou figuras representativas nas artes para a demonstração dos sentimentos, a educação física contou e recontou, demonstrou as métricas em jogos, a matemática, feliz com tudo isto, ampliou a visão histórica e consolidou as relações algébricas com base nas divisões, frações e dificuldades individuais. Podemos continuar poeticamente pontuando, mas o que importa mesmo é que houve muita alegria em produzir, em descobrir, em comparar e muita, muita risada em rimas pobres e ricas! Terapeuticamente, foram momentos intensos de descobertas de potencial e sentimentos aflorados.